2º Ano - Matriz energética do Brasil
Matriz energética
Brasil
possui a matriz energética mais renovável do mundo industrializado com
45,3% de sua produção proveniente de fontes como recursos hídricos,
biomassa e etanol
O Brasil possui a matriz energética mais renovável do mundo
industrializado com 45,3% de sua produção proveniente de fontes como
recursos hídricos, biomassa e etanol, além das energias eólica e solar.
As usinas hidrelétricas são responsáveis pela geração de mais de 75% da
eletricidade do País. Vale lembrar que a matriz energética mundial é
composta por 13% de fontes renováveis no caso de Países
industrializados, caindo para 6% entre as nações em desenvolvimento.
Fonte: https://www.senado.gov.br/noticias/Jornal/emdiscussao/revista-em-discussao-edicao-abril-2010/infografico-senadores-tm-duvidas-sobre-eficincia-do-modelo.aspx
Plano Nacional de Energia - 2030
O modelo energético brasileiro apresenta um forte potencial de
expansão, o que resulta em uma série de oportunidades de investimento de
longo prazo. A estimativa do Ministério de Minas e Energia para o
período 2008-2017 indica aportes públicos e privados da ordem de R$ 352
bilhões para a ampliação do parque energético nacional.
Os recursos públicos virão principalmente do Programa de Aceleração
do Crescimento (PAC), iniciativa federal lançada em 2007 para promover a
aceleração da expansão econômica no País.
Para a área
hidrelétrica estão previstos cerca de R$ 83 bilhões. Hoje, apenas um
terço do potencial hidráulico nacional é utilizado. Usinas de grande
porte a serem instaladas na região amazônica constituem a nova fronteira
hidrelétrica nacional e irão interferir não apenas na dimensão do
sistema de geração, mas também no perfil de distribuição de energia em
todo o País, abrindo novas possibilidades de desenvolvimento regional e
nacional.
Outros R$ 23 bilhões devem ser aplicados na expansão da
produção e oferta de biocombustíveis como etanol e biodiesel. O cenário
internacional aponta o interesse de vários Países em conhecer e adotar o
uso dos biocombustíveis em suas frotas – e, para atendê-los, o Brasil é
capaz de fornecedor o produto, os serviços e o conhecimento.
A força do etanol brasileiro
O volume total de etanol produzido em
2008 alcançou a marca dos 27 bilhões de litros, com um aumento de 17,9%
se comparado ao período anterior. As estimativas oficiais são de que
este número irá crescer para 37 bilhões de litros em 2015.
Conheça algumas iniciativas brasileiras no setor energético:
Conheça algumas iniciativas brasileiras no setor energético:
Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa)
Criado em 2002 pelo Ministério de Minas e Energia, o Programa tem o
objetivo de desenvolver fontes alternativas e renováveis de energia para
a produção de eletricidade, levando em conta características e
potencialidades regionais e locais e investindo na redução de emissões
de gases de efeito estufa.
Em uma primeira fase, foi estabelecida
a meta de implantação de 3.300 MW de capacidade instalada de centrais
eólicas, de biomassa e de pequenas centrais hidrelétricas, divididos em
partes iguais para as três fontes.
Atualmente, o Brasil conta com
36 usinas eólicas espalhadas por todo o País, de Norte a Sul. Juntas,
elas somam uma potência total de 602.284 kW de energia limpa. O que
ainda se caracteriza por ser mínimo perante o potencial de 300 Giga
Watts que poderão ser explorados nas próximas décadas.
Até o final de 2010, o Proinfa deverá
ser concluído com a oferta de 1,5 GW de energia eólica em todo País,
devido a investimentos de R$ 4,6 bilhões para a expansão dessa fonte.
No total o Programa prevê a implantação de 144 usinas, totalizando 3.299,40 MW de capacidade instalada, sendo 1.191,24 MW provenientes de 63 PCHs, 1.422,92 MW de 54 usinas eólicas, e 685,24 MW de 27 usinas a base de biomassa. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, essa energia tem garantia de contratação por 20 anos pela Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras).
No total o Programa prevê a implantação de 144 usinas, totalizando 3.299,40 MW de capacidade instalada, sendo 1.191,24 MW provenientes de 63 PCHs, 1.422,92 MW de 54 usinas eólicas, e 685,24 MW de 27 usinas a base de biomassa. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, essa energia tem garantia de contratação por 20 anos pela Centrais Elétricas Brasileiras S.A. (Eletrobras).
Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel)
Com o slogan “Energia é dinheiro, não
desperdice”, o Procel foi criado em 1985 e tem como principais objetivos
diminuir o desperdício de energia elétrica no País e buscar a
eficiência energética no setor elétrico, para atingir as seguintes metas
essenciais: desenvolvimento tecnológico; segurança energética;
eficiência econômica, novos parâmetros incorporados à cidadania e a
redução de impactos ambientais.
De acordo com estudos realizados recentemente, a quantidade de carbono evitada pelos Programas do Procel será expressiva ao longo dos anos. A eficiência energética terá, até o ano 2010, contribuído para evitar a emissão de cerca de 230 milhões de toneladas de carbono na atmosfera - correspondentes a quase 29% das emissões totais de gases estufa do setor elétrico brasileiro.
Vale destacar que desde a criação do Programa até 2005, foram economizados 2.158 GWh de energia, provavelmente devido às iniciativas para como promoção de iluminação mais eficiente (com a substituição de lâmpadas na iluminação pública e nos setores comercial e residencial); o aumento da eficiência de eletrodomésticos (refrigeradores, freezers e condicionadores de ar) e de motores (por meio de etiquetagem e concessão do Selo Procel).
De acordo com estudos realizados recentemente, a quantidade de carbono evitada pelos Programas do Procel será expressiva ao longo dos anos. A eficiência energética terá, até o ano 2010, contribuído para evitar a emissão de cerca de 230 milhões de toneladas de carbono na atmosfera - correspondentes a quase 29% das emissões totais de gases estufa do setor elétrico brasileiro.
Vale destacar que desde a criação do Programa até 2005, foram economizados 2.158 GWh de energia, provavelmente devido às iniciativas para como promoção de iluminação mais eficiente (com a substituição de lâmpadas na iluminação pública e nos setores comercial e residencial); o aumento da eficiência de eletrodomésticos (refrigeradores, freezers e condicionadores de ar) e de motores (por meio de etiquetagem e concessão do Selo Procel).
Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural
O objetivo do Programa Nacional da
Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural é
incentivar o uso eficiente destas fontes de energia não-renováveis no
transporte, nas residências, no comércio, na indústria e na
agropecuária.
Criada em 1991, a iniciativa
estabelece convênios de cooperação técnica e parcerias com órgãos
governamentais, não governamentais, representantes de entidades ligadas
ao tema e também organiza e promove projetos. A racionalização do uso da
energia é fundamental para diminuir impactos ambientais, reduzir
custos, aumentar a produtividade e assegurar o desenvolvimento
sustentável do País.
A meta do governo é obter um ganho de
eficiência energética de 25% no uso de derivados de petróleo e do gás
natural nos próximos 20 anos, sem afetar o nível das atividades dos
diversos setores da economia nacional. Os recursos técnicos,
administrativos e financeiros do Programa são fornecidos pela Petrobras.
Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel
Desde 2004 o Brasil conta com o
Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel, que regulamenta a
produção e a distribuição do biodiesel brasileiro, produzido com
oleaginosas. O País é o terceiro maior produtor dessa fonte energética
do mundo, atrás apenas da Alemanha e Estados Unidos.
Em
cinco anos de Programa foram dados importantes passos rumo à
consolidação do biodiesel no Brasil. Inicialmente foi previsto o aumento
gradual da adição do biocombustível ao diesel tradicional até 2013,
quando a mistura deveria chegar a 5%. No entanto, o governo brasileiro
decidiu fortalecer suas iniciativas nessa área e acaba de antecipar em
três anos essa obrigatoriedade. Assim, o B5, como é chamada mistura dos
diesel tradicional e do biodiesel, passou a ser obrigatório a partir de
janeiro de 2010, em todo o território nacional. Essa medida deve elevar a
produção de biodiesel de cerca de 176 milhões anuais para 2,4 bilhões
de litros em 2010, reforçando a posição do Brasil na liderança mundial
em energias renováveis em escala comercial.
Sob o aspecto social,
a ampliação do uso do biodiesel vai aumentar a geração de emprego e
renda, impacto no processo de inclusão social atualmente em curso no
Brasil ao promover de forma crescente a agricultura familiar. Dos 2,4
bilhões de litros que serão demandados com o B5, 80% será fornecido por
unidades produtoras detentoras do Selo Combustível Social. No viés
econômico, haverá uma maior agregação de valor às matérias-primas
oleaginosas de origem nacional.
O Brasil possui 43 usinas com a seguinte distribuição regional de capacidade:
Norte = 5%, Nordeste=19%,
Centro-Oeste =33%, Sudeste =18% e Sul =25%. Isso representa capacidade
instalada suficiente de 3,6 bilhões de litros/ano
Programa Luz Para Todos
O Governo Federal lançou em novembro
de 2003 o desafio de acabar com a exclusão elétrica no País. É o
Programa Luz para Todos que, originalmente, teve a meta de levar energia
elétrica para mais de 10 milhões de pessoas do meio rural até o ano de
2008.
Resultado plenamente alcançado devido a investimentos da ordem de
R$ 9,7 bilhões, dos quais R$ 6,5 bilhões pelo governo federal e o
restante pelos governos estaduais e empresas distribuidoras.
Na
prática, o Programa promoveu uma verdadeira revolução nas localidades
mais distantes dos centros urbanos do País, oferecendo oportunidades de
desenvolvimento humano antes impossíveis como o acesso à informação,
melhora da qualidade de vida nas residências, novos negócios, entre
outros.
Em razão do seu sucesso e do aumento da demanda surgida
nos últimos anos, o Programa Luz para Todos foi ampliado para até 2010,
com o objetivo de propiciar cerca de um milhão de novas instalações.
Hidrelétricas
O Brasil possui uma matriz de energia
elétrica que conta com a participação de 77,1% da hidroeletricidade.
Energia proveniente de 140 usinas em operação, com perspectiva de
aumento do uso dessa fonte. Ao longo dos últimos 30 anos, o País evitou a
emissão de cerca de 800 milhões de toneladas de CO2 equivalente por
meio do uso de etanol como substituto ou aditivo da gasolina.
A
previsão do Plano Decenal de Energia é que o País terá 71 novas usinas
até 2017, com potencial de geração de 29.000 MW, sendo 15 na bacia do
Amazonas, 13 na bacia do Tocantins-Araguaia, 18 no rio Paraná e 8 no rio
Uruguai. As 28 usinas hidrelétricas planejadas na região amazônica têm
no seu conjunto, a capacidade instalada de 22.900 MW.
O Brasil
usa energia hidrelétrica desde o final do século 19, mas as décadas de
1960 e 1970 marcaram a fase de maior investimento na construção de
grandes usinas. Devido a essas opções feitas no passado, o País abriga
hoje a maior hidrelétrica do mundo em geração de energia. Inaugurada em
1984 depois de um acordo binacional com o Paraguai, a Usina de Itaipu
tem hoje potência instalada de 14 mil MW, com 20 unidades geradoras.
Essa capacidade é suficiente para suprir cerca de 80% de toda a energia
elétrica consumida no Paraguai e de 20% da demanda do sistema
interligado brasileiro.
Já as usinas de Jirau e Santo Antônio –
ainda em fase de construção, no Rio Madeira –, por exemplo, utilizam a
tecnologia de turbinas bulbo, diminuindo o alagamento necessário e,
consequentemente, efeitos negativos como o deslocamento de populações
locais, a desapropriação de terras e o impacto ambiental. Para monitorar
os impactos, o Brasil investe também no aperfeiçoamento das avaliações
realizadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos
Naturais Renováveis (Ibama) antes da instalação de qualquer usina.
Energia eólica
De acordo com o Atlas Eólico Nacional,
divulgado em 2001, o Brasil é o País da América Latina e Caribe com
maior capacidade de produção de energia eólica, com potencial estimado
de 143.000 Mega Watts (MW), mas a boa notícia promete ser muito melhor.
Segundo
estimativas que devem ser concluídas em 2011, no segundo Atlas Eólico, o
potencial brasileiro pode chegar a 300GW, superando o que pode ser
alcançado pelas usinas hidrelétricas planejadas e já existentes. Isso se
deve ao fato de que o novo Atlas está levando em consideração a
captação de ventos com torres de 100 metros de altura e atualmente as
torres possuem 50 metros.
É interessante observar que o Brasil
tem um futuro promissor nessa área e está enxergando as oportunidades de
investir em eólica e ampliar consideravelmente o uso dessa fonte
energética. Atualmente, no Brasil, existem em operação parques eólicos
que somam 359 MW instalados, porém com investimentos de R$ 4,6 bilhões
até 2010, por meio do Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de
Energia Elétrica (Proinfa), o País terá oferta de 1,427 GW de energia
eólica.
As iniciativas na área já estão atraindo investimentos de
grupos nacionais e estrangeiros, o que deve aumentar. A expectativa é
que cerca de 10.660 empregos diretos e indiretos sejam gerados nas
próximas décadas.
Fonte: http://www.brasil.gov.br/meio-ambiente/2010/11/matriz-energetica
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